Pensei em colocar um nome legal, como Mestre da cidade ou Senhor dos sonhos aqui, mas no fim acho melhor deixar umn termo mais tradicional.
Nos sonhos da cidade é um jodo de criação coletiva, muito semelhante à jogos como Este corpo mortal ou FATE, mas o decorrer da narrativa é bastante tradicional, onde o MJ evoluirá a história e apresentará desafios aos PJs (personagens jogadores). Em outras palavras, este não é um jogo de narrativa compartilhada.
Porém…
Não trate seu mestre como um videogame
A frase acima foi dita por um grande amigo e game designer durante a gravação de um podcast como crítica a jogadores pouco pró-ativos e trago ela aqui como um apelo à quem for se aventurar neste jogo.
Por “não ser narrativa compartilhada” não significa que os jogadores não possam opinar sobre o cenário e acontecimentos da história. Muito pelo contrário. — Dada a construção coletiva da cidade onde se passará o jogo, é imprescindível que os PJs opinem e dêem sugestões constantemente sobre o que causou aquele derramento de óleo ou quem está controlando as bestas da floresta ou ainda onde podemos encontrar a chave desta porta.
O que quero dizer com “sem narrativa compartilhada” é apenas que não existem mecânicas para ela então, jogadores, colaborem com seu MJ e ajudem a construir a história.
Primeiramente separe do baralho todas as cartas de figuras, isto é: o Valete (J), Dama (Q) e Rei (K) de cada naipe e esbaralhe-as separadamente. Este será o deck usado para criação dos personagens e da cidade, por isso vamos chamá-lo de Baralho de construção.
Separe também os dois curingas e descarte-os, pois eles não serão usados neste jogo.
Embaralhe separadamente as cartas que sobraram (do A ao 10). Este será o Baralho de desafio e será usado para indicar o poder dos pesadelos no jogo ou, mais precisamente, a dificuldade que deverá ser superada em testes.
Cada jogador (menos o MJ) deve comprar duas cartas do Baralho de construção.
Vamos detalhar melhor dos dois baralhos de jogo.
Cada naipe representa um tipo de ambiente dentro do jogo. Para os PJs, este ambiente tem a ver com a ocupação do personagem, para as áreas da cidade, representa o ambiente predominante nesta área.
| Naipe | Tipo de ambiente |
|---|---|
| ♠ (Espadas) | Ferro e concreto: Ambiente predominante em cidades com grande avanço tecnológico. |
| ♦ (Ouros) | Recursso naturais: Área de exploração de recursos, especialmente minérios. |
| ♣ (Paus) | Selvagem: Ambiente pouco ou não explorado, de campos e bosques à florestas. |
| ♥ (Copas) | Água: Área com predominância de água. Pode ser um lago, rio ou mesmo o oceano. |
É importante ter em mente durante todo o jogo qual tipo de ambiente cada naipe representa, possibilitando um compreendimento rápido do que há de se encontrar em cada área e do que se pode obter desta.
Constituído das cartas de figuras do baralho. Isto é, o Valete (J), Dama (Q) e Rei (K) de cada naipe.
O Baralho de construção terá um total de 12 cartas e será usado tanto para construir a cidade do jogo — uma versão onírica da cidade (ou uma mistura das cidades) onde os jogadores moram — como para a criação de personagens jogadores (PJs).
Na fase de criação de personagens, na primeira sessão de jogo, cada jogador deverá comprar duas castas deste baralho.
Na fase de construção da cidade, apenas o MJ deverá comprar uma carta deste baralho, já que os demais jogadores terão uma carta sobrando cada um.
Constituído das cartas de números do baralho, incluindo o às (A) — que vale apenas 1 neste jogo.
O Baralho de desafio terá um total de 40 cartas e será usado para definir o poder dos pesadelos e como dificuldade dos testes para os PJs.
Nos sonhos da cidade por Paulo Diovani Gonçalves está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional.
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